domingo, 11 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Desertec
Um audacioso projeto do consórcio alemão Desertec se prepara para gerar energia através da luz solar no deserto do Saara e alimentar a demanda da Europa. Em 2012, os primeiros painéis solares deverão ser montados no deserto, e, se tudo correr dentro dos prazos, em 2015 a Espanha já terá boa parte de sua energia gerada no calor do Saara.
Em 2050, ao menos 15% de toda a energia elétricaconsumida na Europa pode ser gerada a partir do sol
escaldante do deserto.
(Foto: Divulgação)
O deserto do Saara recebe em seis horas de energia solar o que o mundo todo consome em um ano inteiro. O plano é chegar em 2050 com uma rede de usinas e transmissão que alimente a Europa, o norte da África e o Oriente Médio.
Com investimentos de 400 bilhões de euros pelos próximos 38 anos, a ideia da Desertec é que, em 2050, ao menos 15% de toda a energia elétrica consumida na Europa seja gerada a partir do sol escaldante do deserto. E não é pouco: os painéis solares ainda são relativamente ineficientes e prover 15% da demanda de um continente inteiro e altamente industrializado é uma tarefa difícil.
As usinas consistirão em painéis metálicos que irão direcionar a luz do sol em tubulações onde a água irá evaporar. O vapor acumulado terá a pressão necessária para mover turbinas que, por sua vez, serão as geradoras da energia. A usina vai funcionar 24 horas por dia porque o calor será armazenado em grandes tanques de sal derretido.
O projeto foi acelerado pela decisão alemã de desativar todas as suas usinas nucleares até 2022. Além disso, com as recentes mudanças da chamada “Primavera Árabe”, o consórcio acredita que os países da região estarão mais abertos para um projeto desta dimensão. Os primeiros painéis solares da Desertec serão montados no Marrocos.O volume de energia que será gerado no auge do projeto na metade do século será de 500 gigawatts de potência solar transmitidos por cabos especiais que garantem o mínimo possível de perdas.
O primeiro complexo, cuja construção deve começar ano que vem, ocupará uma área de 12 km², produzirá 150 megawatts/hora e custará 600 milhões de euros.
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